domingo, 18 de julho de 2010

Entrevista com os Forgotten Boys

Retrato de um artista quando jovem
por Fred


Posso dizer que fui um jovem jornalista sortudo. Consegui entrevistar vários dos meus ídolos juvenis ainda na faculdade. A maioria por email, é verdade, mas no caso do Forgotten Boys pude falar com os caras pessoalmente também, na segunda vez que a banda tocou em Bauru. Era uma mistura de Iggy Pop, Guns, Ramones e era bom. Era alto, sujo e não parecia em nada com Tihuana e CPM que bombavam nas rádios. Essa entrevista é da época em que o quarteto tinha acabado de gravar o “Gimme More”, Chuck tinha passado pra guitarra e Fralda(ex-RDP) assumia o baixo. A fase que os caras deixaram o “estrelato do quartinho” para se tornarem uma promessa do rock tupiniquim. E o Zine KAOS falou com eles.

***

1. Primeiro de tudo eu gostaria que vocês falassem sobre a entrada do Fralda na banda.
Como foi que rolou? Ele ainda está com o Ratos?
Ele ainda esta com o Ratos, mas eles estão, digamos... De 'férias'... Ele toca baixo mesmo, e eu estou tocando a segunda guitarra.

2. O que vocês acham da cena brasileira hoje em dia? Tem alguma banda com a qual o Forgotten Boys se identifica?
A gente se identifica de alguma maneira com o (Thee) Butcher's (Orchestra) por causa do rock básico. A gente gosta muito deles, mas também tem outras como o Hurtmold, o Againe e o próprio Ratos de Porão. São as melhores de hoje em dia. Esqueça o que toca na rádio.

3. O que vocês têm ouvido ultimamente?
Cheap Trick, Rolling Stones, Ramones, AC/DC, Ratos, Hellacopters, Red Hot Chili Peppers...

4. Com a entrada do Flavio no lugar do Arthur (Franquini, fundador da banda) na bateria,houve alguma mudança no som? Vocês acham que o Forgotten está se afastando do punk rock e caminhando pro hard rock?
Em primeiro lugar a gente nunca foi punk, e a gente ta indo para o lado que a gente quer mesmo, o hard rock... O Flavio claro que deu uma bela mudada, e para melhor. Ele é um dos melhores bateristas de rock do Brasil e é o melhor que existe para a gente.

5. Certa vez eu li numa entrevista do Chuck, acho que foi na Rock Press, que o RDP era a melhor banda nacional. Vocês concordam?
Claro, mas eu também amo os Paralamas do Sucesso, e de mais uma que eu não me lembro.
Ninguém sabe, mas o Ratos é umas das mais importantes bandas daqui, se não a mais de todas, ao lado do Sepultura.

6. Daria pra vocês listarem alguns cds pro moleque que está interessado nesse tipo de som(fusão de hard rock e punk) que vocês fazem?
“ LAMF” - Johnny Thunders and the Heartbreakers
“Apetitte for destruction” - Guns ‘n’ Roses
“End of the century” - Ramones
“Ace of Spades” - Motörhead
A lista é longa...


7. Quais são as diferenças desse novo cd do Forgotten(Gimme More)? Como vocês definiriam o som?
A gente toca rock pauleira. É isso... Estamos soando mais hard rock agora, mas, mais pop também, de um lado bom.

-Ouça os Forgotten Boys tocando "Can you love me?"
-Leia mais entrevistas rock 'n' roll

8. Vocês tem alguma posição política? Votam?
Votamos, mas temos o básico para não fazer merda. Se todo mundo tivesse pelo menos o básico, seria tudo muito melhor. Não misturamos política com música, nem saberíamos fazer isso. Para política tem que ir para a escola e estudar história.


9. Alguma vez vocês consideraram cantar em português? Acham que se o fizessem poderiam ter estourado nacionalmente?
Acho que sim, concordamos. Já consideramos sim, e temos algumas músicas de fato, versões em português de umas que já existem... Quem sabe.
[A partir do disco seguinte “S.T.A.N.D by the dance”, a banda passaria a sempre gravar algumas músicas em português.]


10. Sobre o estilo da banda: Tem toda uma cena estourando agora,principalmente na Suécia, com bandas que tem a proposta de fundir punk setentista com rock ‘n'roll. Os caras foram uma influência pra vocês ou são mais contemporâneos? O fato de a maioria do público undeground no Brasil curtir hc melódico ou metal acaba prejudicando a banda?
Não fazemos som para público nenhum, fazemos para a gente. Acho que quem se prejudica gostando desse tipo de som, é o próprio publico... Tem muito mais coisa legal e de verdade rolando nesse lado de rock que você citou, mas também gosto de algumas coisas adolescentes como hardcore melódico, mas em geral, não tenho a mínima paciência. E, sim, tudo mudou na nosso vida depois de ver um vídeo ao vivo dos Hellacopters. É isso!

11. Qual o tipo de público que vai ao show do Forgotten Boys?
Cara, todo mundo... Acho que não tem um tipo especifico, mas teve uma época em que a maioria era meninas. Era engraçado.

12. Agora as rapidinhas,o que vocês pensam a respeito de :
MTV - É a única que temos.
Mötlei Crue e Guns n'Roses - Básicos.
Drogas - Hum... Sim.
Rock Nacional. - Teve muita coisa boa, mas hoje em dia ta deprê.



13. Vale a pena fazer rock n'roll no Brasil? Que mensagem vocês tem pra garotada que está começando a tocar agora?
Cara, vale a pena tocar rock em qualquer lugar do mundo, as pessoas deveriam saber disso.
Entrem no nosso site para mais informações, para poder comprar o disco e para ficarem em contato.
www.forgottenboys.com.br

Em breve a gente volta para Bauru, foi um dos nossos melhores shows.

Um abraço!!!!






Chuck, o guitarrista gente boa que nos deu a entrevista

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Filmes mais violentos - Top 5

Sexta-feira a TV Punk Brega sintoniza o horror pop pra você!

-Assista: 5 maiores serial killers da história

Roteiro e apresentação: Fred Di Giacomo.
Apuração: Revista Mundo Estranho

Tá com preguiça de assistir o vídeo? Ok, aí vai o ranking:

5)A Marca do Diabo
4)Assassinos por Natureza
3)Holocausto Canibal
2)A História de Rick
1)Kill Bill

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Bansky - Grafite e Murais

Grafiteiros, pintores, impostores e artistinhas batem ponto nesse lupanar toda quinta-feira.

"Maid in London"

Quem é Bansky? Um grafiteiro. Um ativista. Um artista e um marginal. Quando nasceu? Uns dizem 1974, outros 1975, é quase certo que sua cidade natal ainda seja seu lar - a inglesa Bristol. Reza a lenda que o moleque era filho de um operador de fotocopiadora, que foi expulso da escola aos 14 anos e preso por pequenos delitos. Começou a grafitar nos muros britânicos ainda nos anos 80, mas pra economizar e não ser pego pela polícia, adotou a técnica de Stencil. Talvez essa seja apenas uma versão romanceada para justificar um estilo que tem entre seus similares Blek Le Rat e os trabalhos gráficos dos músicos anarco-punks do Crass.

"Girl and Soldier", Palestina

Seus murais têm em geral conotações de crítica política, social ou culturais. O semi-anônimo arti(vi)sta já passou por diversos lugares do mundo como New Orleans(EUA) e a Palestina, deixando belas marcas nas paredes relacionadas a história local. Bansky não vende fotos de seus trabalhos, ele sugere que os compradores de suas obras se virem com os donos da parede para levá-las.


Mais Bansky:
-80 belos crimes urbanos de Bansky
-Site oficial
"Rat and Girl", New Orleans



Quer mais arte?
-Instalação da artista punk multimídia Miranda July
-Quadrinhos engajados do Comunista Ateu

terça-feira, 13 de julho de 2010

Breve história do rock de Penápolis (1985-2003)

Destruindo a Rotina

Achei no meio das minhas coisas um fanzine que nunca lancei contando de forma rápida a história do rock alternativo de Penápolis. Acompanhei as coisas de perto a partir de 1997, quando assisti o tal show do Dr. Ratazana no Colégio Coração de Maria. Pra história antes disso contei com a memória do André Gubolin, baterista de diversas bandas  e co-organizador do festival "Destruindo a Rotina". Quem lembrar de mais algum detalhe pode deixar comentários abaixo. A história aqui vai até 2003, quando eu já estava fora de Penápolis e o Praga de Mãe acabou.


-Uma poesia pra Penápolis
-Show da banda Milhouse em Penápolis


Praga de Mãe, 2001

Pré-História
Penápolis uma pequena cidade de cerca de 60.000 habitantes. Deserto roqueiro onde se encontrava o maior combustível  para  as bandas de garagem: o tédio. Sem muitas opções  de lazer não havia outra escolha a nãe ser se trancar em casa e rolar um som.

A cena toda se iniciou  na segunda metade da década de oitenta: as vilas da cidade fervilhavam, gangues de metaleiros brigavam entre si e se reuniam para ouvir death e trash metal. Nessa época surgiu a banda "Bárbaros do Metal". Chegou a rolar um certo intercâmbio com as cidades próximas como Araçatuba. Ocorreram alguns pequenos festivas precários nas vilas e até o Clube Corinthians tinha noites dedicadas ao rock. O undeground estava forte.

Apesar dessa  euforia inicial, com o fim da  sua única banda, a cena se desfez aos poucos. As brigas entre as gangues também acabaram  pichando o movimento. O rock voltaria apenas no início dos anos 90, saindo um pouco da periferia e migrando do metal para o punk...

Ler matéria completa


Hëllisch, 1996

Por volta de 1990, surgiram duas bandas fundamentais para a cena local: N.D.A. e Hëllisch. A Hëllisch surgiu de uma brincadeira entre amigos. Era uma galera que sempre se reunia: roqueiros, fãs de Ramones, adolescentes sem ter o que fazer. Eles se encontavam na escola "OCEU Positivo" e ficavam rolando som com os instrumentos da fanfarra, tudo na brincadeira e sem qualquer noção musical. Foi uma alegria  pra galera quando eles conseguiram tirar o primeiro som dos Ramones. Dessas jams surgiu a banda Orgasmo de Mandruvá, ainda com Alberico, que daria origem a Hëllisch. A Hëllisch foi a primeira, e por muito tempo única, banda de punk rock da cidade. Tocavam basicamente Ramones, mas também Raimundos, Sex Pistols e outras. Junto a Hëllisch surgiu o N.D.A., banda de pop/rock formada por Fernando, Rodrigo e Lucas Cazzela. As duas bandas tocaram por muito tempo sozinhas, sempre buscando novos lugares para se apresentar e reunindo cada vez mais roqueiros. Com a saída de Alberico, o Hëllisch passou a contar com Caio, no vocal; Cotonete, no baixo; Sassi na guitarra e Ifo, na bateria. Era um tempo de camaradagem  e extremo amadorismo, com a turma sempre junta.

Posteriormente, Ifo saiu e quem assumiu a baqueta foi o camarada da banda, Pio. Havia toda uma galera junta da banda como Gilson "Punk", André "Hëllichato" e as amigas Fernandas ou as "The Fers". Em 1996, a cena se fortaleceu com a volta das bandas de metal. Primeiro o thrash do Kreusá, formado por Eduardo "Vermeyo", Miguel Podre e Evandro e depois o MIND de André "Ramone" Gubolin(o Hëllichato), André Sinistro e Deley. Depois o Kreusá se tornaria HellFire, uma das melhores bandas da cidade, que contava ainda com Pevi no baixo.

A cena ia se expandindo e conquistando novos espaços: bares, escolas e praças. Valia tudo para tocar ao vivo. O N.D.A ficou célebre pelos covers de Mamonas Assassinas, incorporando, inclusive, a performance bem-humorada da banda nos palcos, com fantasias e tudo mais. Com o fim do N.D.A, Lucas formou a Tuna com Sandro, Ivan e Turcão. A banda madava covers de rock nacional e internacional, alternando um set acústico com rock mais tradicional. Entre 1997 e 1998, surgiria o Dr. Ratazana, formada por jovens de classe média que estudavam  no colégio "Coração de Maria". A banda fazia um som punk pop/grunge, com covers de Green Day, Nirvana e Raimundos. Inicialmente formada por Alexandre Soares, Matheus, Daniel "Pará" e Mancuso, logo o Ratazana teve sua formação alterada. A banda iria ensaiar com a bateria emprestada de André Ramone, cuja banda MIND havia terminado. André acabou tocando um pouco no ensaio e, como Mancuso não sabia  tocar direito,acabou ganhando seu lugar... Estrearam em um show antológico no "Colégio Coração de Maria" pra um bando de pirralhos empolgados. Essa foi uma das melhores apresentações da banda que quebrou tudo. Outro bom show foi um festival no antigo Kai Kan, que reuniu o Dr. Ratazana, o 1,99 e o HellF|ire. O HellFire, inclusive, em grande forma e com um público fiel que havia sobrado das sementes plantadas pelos metaleiros das vilas da cidade.  Mas, sem dúvida, o festival que melhor representou essa geração do rock de Penápolis foi o "Urbano Acústico: Concerto de Férias" realizado, óbvio, durante as férias escolares. Tuna, Dr. Ratazana, HellFire e Hëllisch(com Cotonete na bateria) subiram no palco nessa ordem e fizeram  a "Avenida", principal point dos jovens penapolenses, tremer com 5000 watts de potência. Nessa época, algumas bandas já tinham fita demo, caso do Dr. Ratazana e da Hëllisch.(Pioneira nas fitas demo e que posteriormente gravou também um cd independente). Logo o Dr. Ratazana acabou e André ficou tocando em duas bandas o 1,99(depois Katalepsya) com Bicão e Igor, e a Jam, um projeto deles com Cotonete.  Em 1999, Igor se afastou rapiddamente da Katalepsya e entraram Gabriel e Fábio. A banda passou a tocar metal - de Iron Maiden à músicas próprias de death metal, mas logo Igor voltou e Katalepsya e Jam se fundiram.

Com o fim do Ratazana, Matheus entrou na Hëllisch e Pará no Sandman, banda criada por Lucas Cazella para dar prosseguimento ao seu trabalho com a finada Tuna. Tocavam com eles, ainda, Sandro e Bruno Campanha.

Segunda geração
Gilvan em 2003, organizador dos primeiros festivais

Até ai o rock da cidade não passara por uma renovação. Em 1999 as coisas seriam diferentes. Começaram a aparecer novos roqueiros que, influenciados por Dr Ratazana, Hëllisch e Cia, resolveram procurar fazer um som. Um desses primeiros frutos foi o trio formado por Fred Di Giacomo, Rafael Kiwi e Tiago. A banda terminou logo, quando Fred foi atropelado por uma moto indo ao ensaio de bicicleta, mas esse embrião acabou dando origem, ao grupode de grunge Jockeypaul, futura Dinastia.

Outro festival rolou na Avenida com Sandman, Hëllisch, Katalepsya e Jockeypaul. No final do ano explodiram novas bandas. The Sexmaniacs de punk rock escrachado, Andarilhos do Asfalto de rock e punk  e Kisher que rolava Legião Urbana e punk.

O The Sexmaniacs teve vida curta e com a saída do baterista Shell deu origem ao Thelema, de Rodrigo "Popó" Peters, João Flávio, Tori e Maurício. Depois saiu Rodrigo  e entrou Alexandre Soares(ex-Dr Ratazana) passando pra um som mais pop com covers de Bon Jovi e Cássia Eller. Os Andarilhos do Asfalto também logo mudaram.  Formados pelos irmãos Di Giacomo(Fred e Gabriel) e Bruno "Brisa" Jardim a banda diminuiu o nome para Andarilhos e passou a contar com Edgar "Gaznso" na guitarra. Tocando som próprio("Fuga para parte Alguma", "Censurado", etc) punk tosco e donos de performances piradas, a banda se apresentou ao lado de Jockeypaul e Thelema até conhecer  a galera da Vila América.  A Vila América foi entre 1999 e 2000 um celeiro de bandas. Garotos roqueiros, ligados ao movimento estudantil, na maioria de origem humilde e com afinidade com punk e grunge, eles deram origem aos Militantes(ex-Kisher), Stranger(ex-Punks de Brinquedo) e posteriormente Indigentes. Essas bandas unidas aos Andarilhos passaram a organizar a nova cena local realizando diversos festivais com bandas de todo o noroeste paulista. Surgiu um forte intercâmbio com as cidades próximas como Araçatuba, Birigui, Rio Preto, Coroados e outras. A dobradinha mais recorrente que se pode ver nos palcos foi Andarilhos/Militantes que tocavam em todos os buracos possíveis, e se apresentaram, inclusive, ao vivo na Rádio Difusora. Outras bandas que apareceram, mas tiveram vida curta foram a Black Star, a Ponto G e os Gametas. Hëllisch e HellFire já haviam saído da cidade.  A Tuna voltou a ativa e chegou a gravar cd. Surgiram fanzines, incialmente o Ira!(dos irmãos Di Giacomo(ex-editores do Afrociberdeli@, ao lado de Rodrigo Popó) e em 2001 uma série como o "Manifesto Feminista"  e o "Rock Brasil". Ao lado das bandas um galera sempre comparecia aos shows e mantinha os contatos com o pessoal de fora: Rakel, Bia, Bina, Thaiana, Silvia, Peru, Andrei... Fred, Gabriel e Gilvan conseguiram um programa de rádio na Bandeirantes. Entre os festivais destacaram-se "O 1º Massacre da Guitarra Elétrica" e o "2º Karna Rock", ambos com a presença de Andarilhos(agora com Wilson nos vocais e Marcão do Valle na guitarra), dos Militantes(formados por Junior, Gilvan, Ga, Vandinho e Duardo) e de bandas de fora. Os festivais contaram com a presença maciça de público, o que demonstrava a força da nova cena local. Um busão cheio de anarcopunks de Araçatuba, ostentando uma bandeira do MST, decorou as ruas da pacata "princesinha da Noroeste". 

Em 2001, até março, o que se viu foi uma continuação desse movimento de bandas com som agressivo e fé no lema punk do "faça você mesmo". Mas em abril os Andarilhos se separaram e os Militantes(já experientes em shows pela região, especialmente no centro cultural anarcopunk Quilombola, de Araçatuba) começaram a parar de tocar. Dos Andarilhos surgiu o trio 100% punk/hardcore Praga de Mãe. Programou-se o festival "Destruindo a Rotina" com oito bandas, entre elas o Dr Ratazana(de volta com a formação original), o Praga de Mãe e os Militantes.

 Hardcore feminista era a praia do Grito Feminino

Muitas coisas viriam depois. Uma banda formada só por meninas(Grito Feminino), hardcore melódico, trocas de cartas e zines, mais shows pela região, apoio da prefeitura para realizar o 1º Encontro Regional de Rock. Uma nova geração iria arregaçar suas mangas e formar seus próprios grupos de garagem mantendo vivo o espírito rock 'n' roll de uma cidade caipiria. Já que em Penápolis, o tédio - principal combustível do rock - continua abundante.

Fred Di Giacomo.(ex-Andarilhos, ex-Praga de Mãe, ex-Mullets, ex-editor dos zines Ira! e Afrociberdeli@ e atualmente nas bandas Milhouse e Cuecas Rosas), com a colaboração de André "Ramone" Gubolin.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Milo Manara: Poeta pornógrafo dos quadrinhos eróticos

A mulher representa a estética em sua pureza. A mulher é a representação da beleza universal. Sempre que desenho uma mulher, estou desenhando um arquétipo. O arquétipo do belo, do desejo, do perverso, do pleno. Milo Manara.


Se essa resenha fosse feita pro Form Spring começaria assim:

Milo Manara é um poeta ou pornógrafo?
Sim, mulheres voluptosamente sensuais. Roteiros divertidos que colocam musas em situações fantásticas, atalhos para um mundo louco de prazer. Ou então, roteiros elaborados por parceiros talentosos como Jodorowsky (a sombria série histórica “Bórgia”), Hugo Pratt (“El Gaucho” e “Verão Índio”) e Federico Fellini (“Viagem a Tulum”). Tá, sem enrolação. Poeta ou pornógrafo? Milo Manara (nascido Maurilio Manara em 13/09/1945) é um artista que sempre teve seu trabalho ligado ao erotismo, desde o comecinho com “Genius” de 1969. É um poeta erótico, já que seu trabalho não é feito só pra excitar o leitor, mas pra contar uma história. (Que te excita do mesmo jeito,viu? :-P) Em entrevista para Rodrigo Fonseca , o artista explica “Eu busco o escândalo sem vulgaridade”. E ataca: “O uso vulgarizado do erotismo pela publicidade me escandaliza. Não consigo aceitar que o sexo possa ser utilizado para vender produtos. Isso é ultrajante.(...) Quando a propaganda segue estratégias narrativas calcadas no erótico, ela resvala no pornográfico. ”


Trechos do sombrio Bórgia - críticas à igreja e ao poder estão incluidas no pacote

Dizer que ele é um mestre da arte erótica é muito mais chato do que qualquer um de seus quadrinhos?
Qualquer análise intelectualóide da obra do italiano vai ser muito mais chata do que folhear um de seus belos álbuns. Para os virgens em Manara, recomenda-se além das obras citadas acima o clássico dividido em 4 partes “Clic” – história de uma espécie de controle remoto que manipula a desejo das mulheres. Para um Manara mais crítico, experimente “Revolução” ataque ao mundo das celebridades e do entretenimento televisivo.



Baixe e leia:

- As Viagens de Tulum



X-Men by Manara                                                                Fellini por Manara

domingo, 11 de julho de 2010

Beth Ditto - Musas Rock 'n' Roll

-Confira todas nossas musas rock 'n' roll

Tá achando ruim? Prefere a Joan Jett? Pô, vai ouvir pagode! Quer coisa mais rock 'n' roll que ser nomeada a mulher mais sexy do mundo pela revista NME pesando 95kg?

Beth Ditto(1981) é vocalista do trio de dance-punk-blues The Gossip. Levanta a bandeira gay, arruma encrenca, enche a cara, posa nua em revista lésbica,  tudo isso vindo de uma cidade(Searcy) minúscula, no sul dos EUA e ainda  tendo uma criação protestante radical.

sábado, 10 de julho de 2010

TOP 5 - Bandas mais bizarras do Metal

por Diego Sanches

O Heavy Metal é um gênero de música sério, apreciado por eruditos e tocado por virtuoses. Virtuoses cabeludos e bêbados, claro, porque é aí que está a graça.

O problema é que tem bandas que esquecem as raízes do metal (demônios, qualquer coisa medieval e auto-referência) e acham que têm um conceito artístico nas mãos. Porque não basta aumentar o ganho do overdrive até o 11, afinar em si bemol e deixar o baixo inaudível, tem que ter conceito, mesmo que seja uma merda.


5 - Portal

"O estilo Portal de death metal sempre traçou a fina linha entre pura loucura e a elaborada virtuose". Claro, botando um relógio na cabeça e cada integrante tocando uma música diferente...




A ideia deles é fazer um lance meio claustrofóbico, que vá além dos limites do death metal, blá, blá, blá... De certa forma acho que conseguem. É extremamente angustiante tentar assistir o video acima até o final.

Ah, a galera que comenta na página do myspace deles assina com "hail darkness". Curti.


4 - Qualquer banda de grind que põe bicho pra cantar


Caninus é o nome da banda "liderada" por Budgie e Basil, esses dois simpáticos pitbulls da foto. A banda tenta ser engraçada falando que tem influências de "Death of Napalm" e "Corpse Cannibal", se chamam de orquestra e dizem que têm aprovação da Susan Sarandon. FUNNY!

Também têm um discurso vegetariano e de "não-compre-adote". O metal mata dragões, mas o grindcore ama os animais.

Assim como o Caninus tem dois cachorros no vocal, o Bovinus tem uma vaca e o Hatebeak tem um papagaio. Ambas as bandas são tão boas quanto parecem.

3 - Austrian Death Machine


Não, não o do bigodinho. Obviamente a máquina de morte austríaca só pode ser o glorioso ex-exterminador, ex-Conan, atual governador Arnold. Ou Ahhhnold, como assina o vocalista da banda liderada por seu único integrante, Tim Lambesis.

As músicas da Austrian Death Machine na realidade não são ruins. Pelo menos não tanto como as bandas anteriores.

Com nomes como "Come with me with you want to live" e "Get to the choppa" têm letras baseadas nas frases famosas dos filmes do Shwarza.


"I Need Your Clothes, Your Boots, and Your Motorcycle"

Austrian Death Machine (DOUBLE BRUTAL out noooow!) | MySpace Music Videos


Existem outras bandas que prestam homenagem ao Arnold, mas conseguem ser piores.


2 - Hevisaurus



Crianças adoram dinossauros, fato. Sabe o que mais que crianças gostam? METAL!
Ou pelo menos é isso que os caras do Hevisaurus pensam.
Formado por músicos de metal melódico de bandas com o Sonata Arctica, Thunderstone e pela lenda dos teclados Jens Johansson (que tocou com o Dio, Malmsteen e Stratovarius), o Hevisaurus é uma banda de dinossauros que faz shows de metal cantados no que eu imagino que seja finlandês que arrastam multidões de crianças. Ou não.
Mas o que importa é que eles se vestem de dinossauros e isso já é bizarro e ridículo o suficiente pra estar aqui


1 - GWAR!

Não se enganem pela qualidade do resto das bandas dessa lista: O GWAR é uma PUTA banda legal.
Formada em 1984 com uma temática sfi-fi/horror, shows teatrais contando com ejaculações do falo alienígena de Oderus Urungus, escravos, decapitações e execuções de personalidades do calibre de Arnold Swarzenegger e Osama Bin Laden.

Já tiveram diversas mudanças de formação, de pessoas e de personagens. Sim, porque mais de uma pessoa já encarnou o baixista Beefcake the Mighty e o guitarrista Balsac the Jaws of Death, mas a bateria já foi assumida por vários personagens como Hans Oriffice, Nippleus Erectus entre outros até o atual Jizmac da Gusha.





Let us Slay e Lords and Masters (of all we survey) são do último disco Lust in Space.

Dando uma busca no youtube, é impressionante com eles já foram em talk shows nos EUA.
Inclusive no Jerry Springer:



Para encerrar, o falo de Oderus: